A busca é por variedade mais produtivas, com melhor colheitabilidade, mais resistentes à broca e melhor desempenho em ambientes mais restritivos
Estudos apontam que a adoção de variedades mais modernas tem sido prática de grandes grupos sucroenergéticos. Mas a definição pelas variedades acontece após meticuloso estudo varietal. É o que faz o Grupo São Martinho, que possui diversos pilares para o aumento da produtividade dos canaviais. Variedades é um deles. A equipe de qualidade agrícola realiza diversos ensaios em todas as quatro unidades do Grupo a fim de definir os melhores materiais para cada localidade.
O Grupo São Martinho conta com três unidades sucroenergéticas no interior paulista e outra em Goiás. Fazem parte de seu plantel variedades como CTC 4; CTC 9001; IACSP955094; IACSP954039; RB5014 e RB987935.
Na Raízen o plantel varietal é diversificado, aliando variedades consagradas a modernas. Os materiais mais cultivados são: RB966928, CTC4, RB867515 e RB855156. Já os mais plantados ficam por conta da: CTC 9001, CTC 9002, RB975201, CV7870 e CV6654.
O objetivo da Raízen é gradativamente substituir ou diminuir a participação de variedades antigas no plantel. A RB867515 e a RB855156 devem ter sua área cultivada reduzida nos próximos anos, mas não deixarão de ser plantadas, pois os profissionais da Raízen acreditam que não possam ser totalmente substituídas. Já a RB92579 deverá ser extinta por completo.
A Raízen realiza alto investimento em pesquisa. São mais de 100 experimentos voltados a avaliação de novas variedades em andamento em todos os polos de produção do Grupo. A característica que mais busca nas variedades do é adaptabilidade a mecanização, além de maior entrega de ATR (Açúcar Total Recuperável) por hectare do que as opções disponíveis atualmente no mercado. Entre os clones que têm se mostrado mais promissores até o momento, destacam-se a RB015375; CV022275 e IACSP04-6007.
São escolhidas as variedades para os diferentes ambientes de produção encontrados nas 26 usinas do Grupo. Cada unidade agroindustrial possui seus próprios desafios, sejam eles de solo ou clima, o que torna o manejo varietal uma tarefa desafiadora. No polo Araçatuba, 65% dos ambientes são classificados como D e E. Já em Assis, onde os solos são melhores, o clima é o maior empecilho. Por conta disso, tentam estudar ao máximo as particularidades das regiões onde estamos instalados para poder fazer o melhor manejo varietal possível para cada usina”,
Na Tereos, que conta com sete unidades no interior paulista, são diversos os fatores relacionados ao planejamento de plantio de cana-de-açúcar. Vai desde o dimensionamento de recursos humanos e de equipamentos, até a logística a ser empregada. Porém, há uma atividade de altíssima responsabilidade que deve ser feita com muita atenção: a escolha da variedade mais adequada para cada área.
A companhia é também um polo de melhoramento genético, tendo parcerias firmadas com as principais instituições de pesquisa e melhoramento genético de cana-de-açúcar do Brasil e do exterior. Ao longo da safra, elabora relatórios de performance varietal visando confirmar quais variedades estão se destacando em áreas comerciais e quais já não estão performando como deveriam. Realiza um censo varietal moderno e busca constantemente materiais que apresentem melhor desempenho.





